Perdidos e Achados




A exposição conjunta, dos artistas plásticos Narciso Ornelas e Fátima Spínola, intitulada "Perdidos e Achados", teve lugar no dia 17 de Dezembro de 2008 no restaurante Fora D'oras.



Porquê Expor?

Como parte da vida de uma obra, o acto de expor, é o momento de individualização da obra em relação ao seu autor pois a interacção obra/público não necessita de intermediários. A par desta interacção surge uma recolha, por parte do autor, das reacções causadas, valorativas ou não, que dão maturidade à obra.

É também no acto de expor que muitas vezes o nível de exigência aumenta, devido a componentes técnicas, tanto na parte da montagem como na criação em si. A fim de que haja uma maior acessibilidade, na fruição da obra, a todos os tipos de público.

No início de uma carreira artística e, apesar de haver uma procura acentuada de um fio condutor que interligue e referencie a verdade de um criador (procura que persiste ao longo de toda a carreira do mesmo), é positivo e pertinente partilhar, não só conclusões, mas acima de tudo a busca dessa verdade.

É pela consciência dessa partilha que faz todo o sentido expor, mesmo na fase de maturação, na qual nos incluímos.

Perdidos e Achados

Uma exposição presa à Condição Humana

Não há Arte sem homem e talvez não haja Homem sem arte. Na Pré- história surge o Homem e com ele surge também a Arte, nenhuma força exterior obrigou o homem a criar a arte , não houveram questões de sobrevivência e no entanto, lá estava ela desde o início.

Embora as artes Plásticas tenham surgido de uma arte matéria, desvendam a necessidade de elevação da condição humana através do próprio acto de criação. O espiritual na arte é uma necessidade intemporal e transdisciplinar. Apesar de não conseguirmos criar através da arte, o pão que alimenta o corpo, criamos uma identidade cultural que representa para sempre uma época, um povo, uma individualidade genial.
Não se trata de defender a importância da arte. Ela própria nos ultrapassa e persegue. Queremos sim, afirmar pessoalmente que nos rendemos á arte muito antes de a conhecermos e que achamos fundamental partilha-la agora. Aos que a perderam, aos que a querem encontrar e aos que a roubaram.
Eis que o tema da exposição surge da afirmação: "Perdidos e Achados".

Dois artistas madeirenses juntos à mesa do Café falam do passado, do presente e do futuro. Foram colegas de secundário na escola Francisco Franco, ambos do agrupamento de artes, estudam na mesma área, só que um na Universidade da Madeira no curso de Artes Plásticas e a outra em Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Duas realidades diferentes à partida.

Fátima Spínola natural de Santana e Narciso Ornelas do Estreito de Câmara de Lobos, encontram-se entre os achados desta exposição.

Fátima Spínola, 2008




Leave Your Comments !